Sempre me interessei por matemática, fato que me levou a cursar Engenharia Civil na UFPE (1997) e em seguida fazer um mestrado em Geotecnia (2001), também na UFPE. Este interesse pela matemática foi o mesmo que me aproximou do mundo da programação de sistemas. Primeiramente, na Universidade, desenvolvendo sistemas para cálculo numérico de problemas de Engenharia e posteriormente em sistemas comercias, mesmo antes da chegada da Internet no Brasil.
Mas foi apenas no ano 2000, que tive oportunidade de estudar e implementar um mecanismo de assinatura digital de documentos XML para troca de informações entre instituições financeiras, cuja especificação fora definida pelo Banco Central do Brasil para uso no Sistema de Pagamentos Brasileiro. Este trabalho me despertou o interesse pela criptografia e criptoanálise, e passei a pesquisar cada vez mais sobre o assunto até finalmente cursar uma especialização em Criptografia e Segurança em Redes na Universidade Federal Fluminense (2007), justamente para aprender mais sobre a matemática envolvida nos algoritmos de criptografia.
Mas qual a relação da matemática e da criptografia com mobilização social e campanhas políticas? Na verdade, logo no início do curso, me interessei pelo tema Criptografia e Sociedade e passei a estudar a relação entre estes assuntos, influenciado pelo o impacto da utilização da Internet na campanha de Howard Dean para as primárias em 2004 nos Estados Unidos. Desde então passei a acompanhar mais de perto o tema da mobilização social e a Internet. Fato que me levou a estudar e acompanhar o caso do Barack Obama desde o início. Isto consequentemente me habilitou a trabalhar com o tema CAMPANHA POLÍTICA e INTERNET. Foi quando veio o convite para uma parceria com o OESTUDIO para trabalhar na campanha de Fernando Gabeira para Prefeito do Rio de Janeiro.
Não poderia ser melhor. Trabalhar na campanha do primeiro político do país a ter um site na Internet, na primeira campanha brasileira após o fenômeno da WEB 2.0 e das redes sociais terem se estabelecido era uma oportunidade única. Sendo assim, ajudei o pessoal do OESTUDIO na formatação de uma proposta denominada POLITICS 2.0 (termo já bem difundido à época).
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